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EUA com o Pior Desempenho Global em 16 anos no Ranking Mundial de Universidades (QS)

O sistema de ensino superior dos Estados Unidos da América (EUA) registou o seu pior desempenho em 16 anos e está acelerando sua taxa de declínio, de acordo com a 16.ª edição da QS World University Rankings. A classificação, divulgada em 19 de Junho, mostra que 72,6% das 157 universidades classificadas dos EUA baixaram na classificação. Os EUA também registaram um menor número de universidades no ranking das 100 principais universidade do mundo.

O Reino Unido também teve um ano menos bom, apresentando o seu terceiro pior desempenho desde que o ranking começou, com 66% das universidades a perder lugares face a outras universidades, embora a queda tenha sido menor do que em 2017 (70,5%) e 2018 (70,6%).

Ben Sowter, Director de Investigação da QS World University Rankings, disse que o sector do ensino superior dos EUA está a experimentar um nível de declínio sem precedentes. “É inequivocamente claro que, nos últimos quatro anos, a comunidade académica global tem diminuído persistentemente a confiança no sistema de ensino superior dos EUA". "Esse desgaste de confiança foi agravado pela piora das taxas de estudantes internacionais, em relação aos pares globais, e pela evidência de que o status anteriormente inatacável dos Estados Unidos como líder de investigação do mundo está sob crescente ameaça".

Mas há boas notícias para a China, Austrália e o Médio Oriente, que ganharam terreno:

  • Mais de dois terços das universidades australianas subiram no ranking.
  • A China tem agora 19 das 200 principais universidades de investigação do mundo, em comparação com 2016, que tinha 12.
  • O Médio Oriente tem, pela primeira vez, duas das 200 melhores universidades, sendo a King Abdulaziz University, da Arábia Saudita, a ocupar 186º lugar, o novo líder regional.

Há uma tendência negativa que se pode reflectir no reduzido investimento no ensino, e que pode afectar negativamente o recrutamento de estudantes internacionais – em 302 universidades dos EUA, Reino Unido, Austrália e Canadá, 216 registaram o pior desempenho na relação "professor-aluno", medida da QS World University Rankings para capacidade de ensino institucional.

O topo do ranking permanece inalterado, com os EUA a ocupar os três primeiros lugares – o Massachusetts Institute of Technology (MIT) continua a liderar, seguido da Stanford University e da Harvard University, respectivamente. No  top 10, os EUA tem cinco instituições, no entanto, o Instituto de Tecnologia da Califórnia caiu da quarta para a quinta posição, e a University of Chicago da nona para a décima posição.

 

Países da UE fecham a lacuna do Reino Unido

O Reino Unido teve quatro universidades no top 10, mas a University of Cambridge caiu para a sua posição mais baixa, a sétima, enquanto Oxford subiu uma posição, passando a ocupar a quarta posição. A University College London ficou na oitava posição, subindo dois lugares, ultrapassando o Imperial College London, na nona posição.

Segundo a QS World University Rankings, os dados mostram que as universidades dos 27 Estados da União Europeia (UE) estão a diminuir a diferença em relação às universidades do Reino Unido. Em 2016 – o ano do referendo para o BREXIT– a diferença entre a posição média das universidades do Reino Unido e dos 27 Estados era de 94,7 posições. Essa diferença diminuiu para 68,2 posições: uma redução de 28%.

A QS diz que isso se deve, em grande parte, à trajectória do desempenho da investigação científica de cada Estado. Desde 2016, a classificação média alcançada pelas universidades do Reino Unido para "Citations per Faculty" – medida do impacto institucional da investigação da QS World University Rankings – diminuiu em 71,4 posições, enquanto a média dos 27 melhorou marginalmente (+3 posições).

A ETH Zurich (6ª), da Suíça, superou, pela primeira vez, a University of Cambridge, tornando-se a segunda melhor universidade do continente.

 

Produção científica da China rivaliza com EUA

Enquanto isso, as duas principais universidades da China continental alcançaram a sua posição mais alta no ranking, e a produção científica chinesa agora rivaliza com a dos EUA.

As principais universidades da Ásia são a  National University of Singapore e Nanyang Technological University, Singapura (ambas na 11ª posição).

Mas a Tsinghua University, da China, subiu para a 16ª posição e a Peking University subiu oito posições, para a 22ª. Ambas as instituições subiram em cinco anos consecutivos. A University Fudan está agora na 40ª posição, subindo quatro lugares. Desde 2015, já subiu 31 lugares. Além disso, o impacto da investigação científica chinesa continua a melhorar. Das 42 universidades classificadas, 32 melhoraram o seu desempenho para o indicador "Citações por artigo" da QS World University Rankings, enquanto nove caíram no ranking. Oito das 100 melhores universidades do mundo em investigação são agora chinesas – três universidades a mais do que no ano passado.

As 10 maiores universidades da China produziram 428191 (Quatrocentos e vinte oito, cento e noventa e um mil) trabalhos de investigação no espaço de cinco anos. As 10 melhores universidades dos EUA produziram 443996 (Quatrocentos e quarenta e três, novecentos e noventa e seis mil). A QS destacou que isso significa que a diferença produtiva da China para os EUA é agora de apenas 15805 (Quinze mil, oitocentos e cinco), e está a reduzir de ano para ano.

Sowter concluiu que o grande diferencial entre os sistemas de ensino superior que estão a melhorar e os que não estão, está no financiamento do ensino superior.

"A China, cuja trajectória de desempenho de investigação é diametralmente oposta à dos EUA, passou duas décadas e meia a criar e implementar estratégias abrangentes de financiamento nacional do ensino superior que, mais do que nunca, deu frutos este ano", disse ele. "Por outro lado, a recente solicitação, da administração Trump, de corte de US$ 7,1 mil milhões, no financiamento do Departamento de Educação é a terceira em três anos consecutivos, tentando reduzir o financiamento Federal para o sistema de ensino dos EUA". Ele afirmou que os cortes são acompanhados por financiamento estadual similarmente rigorosos. Por exemplo: a University of California, uma jóia do ecossistema de investigação dos EUA, continua a receber financiamento do Fundo Geral do Estado em mínimos históricos. “Ao lado dos ataques propostos ao orçamento nacional de ciência, o clima para o ensino superior dos EUA parece tão problemático quanto o clima global, cujas fortunas - e a fortuna da humanidade - exigem que os EUA mantenham o seu compromisso com a investigação científica de ponta.”

Em contraste, as universidades chinesas estão a aproveitar os “benefícios significativos do investimento inteligente e criterioso”, disse ele. "É muito provável que a edição do próximo ano do QS World University Rankings mostre que as 10 melhores universidades da China contribuam mais em investigação científica para o mundo do que as 10 melhores dos EUA."

No entanto, permanece uma grande lacuna no impacto da investigação. Embora as 10 melhores universidades da China estejam a produzir quase o mesmo número de trabalhos de investigação que as universidades dos EUA, a investigação dos EUA ainda tem quase o dobro do impacto mundial. "Portanto, a China está a tomar medidas para garantir que o impacto da investigação corresponda à produtividade desta", disse Sowter.

Os rankings, produzidos pela consultoria global de ensino superior QS, ou Quacquarelli Symonds, classificam as 1000 melhores universidades do mundo com base na reputação académica, na empregabilidade dos graduados, na relação estudantes-professor, no desempenho da investigação e na internacionalização.

 

Fonte: https://www.universityworldnews.com/post.php?story=20190621130009586

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União Europeia incentiva a participação de Angola em programas académicos internacionais

O reforço do ensino superior constitui uma das prioridades de cooperação da União Europeia com a África, especialmente com Angola. É assim que, no quadro dessa cooperação, uma Delegação da União Europeia organizou, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, e que reuniu representantes de instituições de ensino superior e estudantes, uma jornada de informação sobre dois programas de mobilidade académica financiados pela União Europeia e acessíveis a candidatos angolanos, nomeadamente o Programa de Mobilidade Académica Intra-África  e Programa Erasmus +.

O Programa de Mobilidade Académica Intra-África promove intercâmbios entre universidades africanas. Quanto ao Programa Erasmus +, este fomenta a cooperação entre universidades europeias e de países parceiros.
Os programas constituem uma oportunidade para quem quer estudar no exterior do País. No entanto, as oportunidades de parcerias institucionais e de bolsas para estudos e formações ainda são pouco aproveitadas pelos Angolanos, como referiu o formador, Philippe Ruffio: "Até agora, apenas cinco universidades angolanas têm convénio com universidades europeias. Quanto mais acordos de parcerias existirem entre as instituições, mais oportunidades para vocês". Por esta razão, incentivou os estudantes a "pressionarem" as suas universidades para aderirem aos programas, para que através deles, os estudantes e o pessoal académico e administrativo possam concorrer às bolsas.

 

O Exemplo de Angola

De facto, existe um exemplo notável em que Angola participa; a Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto coordena o projecto Pax Lusófona, lançado no âmbito do Programa Intra-África, que promove a mobilidade universitária entre Angola e outros países africanos lusófonos na área jurídica. "Este programa pode mudar a vossa vida !", disse o Dr. Evaristo Solano, Vice-Decano para os Assuntos Científicos na UAN, apoiando os estudantes a abraçarem o desafio de estudarem no estrangeiro. O programa constitui um exemplo de colaboração activa entre países africanos e entre Europa e África. A África anglófona é nitidamente mais representada que as demais áreas do continente que têm muito a ganhar a incrementarem a sua participação nesta rede académica. Os Angolanos, nomeadamente, não devem hesitar em agarrar as oportunidades de potencializar-se através das bolsas disponíveis.

 

Uma Vantagem Recíproca para os Países Participantes

Os programas de mobilidade académica representam uma mais-valia em termos de financiamento e de abertura cultural, com uma constante preocupação de preservar os interesses dos países parceiros da União Europeia, como Angola. No caso do Programa Erasmus +, os intercâmbios de curta duração permitem que os bolseiros ganhem uma experiência internacional, sem provocar, no entanto, uma fuga de pessoas qualificadas, pois têm de regressar à sua instituição para continuar o curso. Desta forma, o enriquecimento pessoal dos candidatos é também um investimento para o futuro do país de origem. Isabel, estudante de Nutrição na Universidade Católica, está motivada em apostar: "Eu queria muito estudar num país da União Europeia, mas pretendo exercer a minha profissão em Angola. Aqui temos muitos problemas de saúde ligados à má nutrição e à fome, e quero contribuir a melhorar a vida das pessoas".

 

Sobre os Programas

O reforço do ensino superior constitui uma das prioridades de cooperação da União Europeia que apoia a mobilidade universitária para desenvolver o potencial profissional, social e intercultural das pessoas e aumentar a sua empregabilidade.

O Programa de Mobilidade Académica Intra-África visa criar uma rede de ensino dentro do continente africano. Concede bolsas aos estudantes, ao pessoal académico e administrativo para a realização de mestrados, doutoramentos, investigações, ou para ensinar, noutros países africanos.

Website (En): https://eacea.ec.europa.eu/intra-africa_en

Documentação:

https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/5b832d67-294e-11e6-b616-01aa75ed71a1/language-pt/format-PDF/source-89099360

 

O Programa Erasmus + tem como enfoque os intercâmbios entre as universidades da União Europeia e de países parceiros. O programa Erasmus + apoia os estudos dos alunos, do pessoal académico e administrativo na Europa. Por outro lado, oferece oportunidades de financiamento às instituições de ensino superior para cooperarem com universidades europeias, especificamente no reforço de capacidades.

Website: https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/node_pt

Documentação:

https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/def6a811-f4ee-11e7-be11-01aa75ed71a1/language-pt

 

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Angola Participa da Reunião Anual da Rede de Biociências para África Austral

Encerrou a Reunião Anual da Rede de Biociências para África Austral (SANBio), que decorreu entre os dias 21 e 22 de Maio no Conselho para Investigação Científica e Industrial (CSIR - Council for Scientific and Industrial Research ) em Pretória, África do Sul, sob o lema: “Além do vale: contos não contados dos bio-empreendedores”. 

A reunião teve como objectivo avaliar as realizações da SANBio e o Programa BIOFISA II durante os últimos cinco (5) anos, tendo contado com a participação de investigadores científicos, académicos, empreendedores, estudantes, doadores, gestores e representantes governamentais de pelo menos 12 países nomeadamente Angola, África do Sul, Botswana, Finlândia, Quénia, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Seychelles Zimbabwe, Zâmbia. De referir, que no dia 23 de Maio estava agendada a reunião do Comité Director desta plataforma para aprovar o Plano Estratégico para os próximos 5 anos, mas esta foi adiada para o mês de Julho para uma melhor reflexão.

Angola fez-se representar por uma delegação do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, composta pelo Secretário de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, Magnífico Reitor da Universidade Técnica de Angola (UTANGA), Doutor Albertino Sebastião e pela Consultora do SECTI para Ciência e Investigação Científica, Doutora Dácia Vaz Pereira. 

Nos últimos 5 anos, a SANBio, proporcionou facilidades para a condução de actividades de investigação científica e de inovação partilhadas em áreas da saúde e nutrição, congregando essencialmente actores de países membros. O evento anual da SANBio demonstrou ser uma boa oportunidade para fortalecer a rede, compartilhar ideias, ampliar contactos e compartilhar experiências “como o empresariado vai ao encontro ao nível das bio-ciências e como estas devem incorporar na sua agenda a procura de soluções para a indústria.

Os resultados das 57 comunicações apresentadas durante a reunião confirmam que a Rede SANBio e o Programa BioFISA II – Iniciativa que apoia a inserção de estudantes na rede SANBio, estão a cumprir o seu papel natural, fazendo com que as actividades de investigação científica, transferência de tecnologia e inovação forneçam soluções nos domínios da saúde e nutrição a nível da região da SADC, tal como ficou expresso no plano de acção dos últimos 5 anos. 

Durante o evento, Angola propôs que na próxima reunião do Comité Director sejam concebidas estratégias tanto para se alavancar os países com menor desempenho como para se incentivar os países com melhor desempenho e que também estimulem os países com maiores dificuldades, de forma a aumentar a integração regional, algo que ficou de ser analisado durante a reunião do Comité Director transferida para Julho próximo.

À República de Angola, nomeadamente ao Secretário de Estado para a Ciência Tecnologia e Inovação, coube a honra de proferir o discurso de encerramento deste importante evento regional. Na sua intervenção, o SECTI, agradeceu os governos da África do Sul e da Finlândia pelo contínuo apoio à rede, encorajou a SANBio a continuar a apoiar projectos que priorizem a valorização de produtos locais e/ou regionais. Todavia, o SECTI chamou atenção aos presentes sobre a premente necessidade de se trabalhar para uma melhor integração regional por parte da SANBio, tanto na condução das actividades de formação de recursos humanos como de financiamento de projectos de investigação científica, transferência de tecnologia e inovação.

Mais adiante, o SECTI referiu que a participação da delegação angolana demonstra o compromisso da República de Angola em tirar maior proveito das facilidades proporcionadas pela SANBio, visto que a questão de reforço da colaboração entre a ciência e o empresariado e a consequente transferência de tecnologia para o sector produtivo é uma linha de trabalho alinhada com o Programa de Desenvolvimento Nacional de Angola “PDN 2018 - 2022”. 

 

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INAGBE Realizará candidaturas às Bolsas Internas de Graduação e Pós-graduação Online

Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo - INAGBE anuncia que a submissão de candidaturas a bolsas de estudo internas de Graduação e Pós-graduação decorrerá de 24 de Maio a 22 de Junho de 2019, e que serão feitas Online. O Executivo disponibilizou para 2019, um total de 6.500 bolsas internas. 

Os candidatos deverão acessar o seguinte website: https://inagbeonline.com. Para se candidatarem, deverão remeter através do portal do INAGBE os seguintes documentos:

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CNIC realiza Workshop no âmbito do Projecto de Obtenção de Culturas Ambientalmente Sustentáveis

O Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC) realizou no dia 16 de Maio de 2019, pelas 09:30, no seu Auditório, um Workshop cujo tema teve como foco a exploração das potencialidades da Energia Atómica para fins civis, especificamente no melhoramento genético de plantas e na obtenção de novas variedades de interesse económico.

O evento enquadra-se no Projecto, em curso, de Obtenção de Plantas Resistentes à Seca, aos solos da Província do Cunene, através da indução de mutação por radiação gama.

Considerando a problemática da estiagem prolongada na região Sul de Angola, e os respectivos impactes ambientais e na qualidade de vida das populações, o presente projecto afigura-se como uma das estratégias, gizadas pelas Instituições Angolanas e a Agência Internacional de Energia Atómica, para mitigar de forma persistente os efeitos da seca e da escassa pluviometria, e diversificar as fontes de nutrientes e reforçar a segurança alimentar daquela região de Angola. 

O objectivo do Projecto é de obter culturas ambientalmente sustentáveis, com raízes mais tolerantes, e capazes de extrair eficientemente água do solo. De realçar que o projecto é coordenado pelo Instituto de Recursos Hídricos (Ministério da Energia e Águas) e pelo CNIC. Cabe, todavia, ao CNIC a tarefa árdua de gestão da parte científica, nomeadamente a selecção das variedades melhoradas e respectiva multiplicação.

Relativamente à indução de Mutação (entende-se por mutação as mudanças que ocorrem na estrutura ou na sequência de DNA que compõe determinado gene, transmissível para as gerações seguintes), o método por raios gama é amplamente utilizado em diversos países, e com elevada eficácia na obtenção de novas variedades de espécies de plantas de elevado interesse estratégico para a agricultura, como o caso referido da Citricultura. No entanto, a técnica carece de procedimentos específicos, nomeadamente de elevada perícia dos técnicos e normas de segurança para o efeito. 

Razões para o emprego de Energia Atómica no melhoramento de plantas? Trata-se de um método que aumenta a frequência de mutação (probabilidade de obtenção de mutantes) cinco (5) vezes mais, os métodos empregues nos programas de melhoramento por hibridação ou cruzamento natural. Por outro, reduz significativamente o tempo de investigação relativamente ao melhoramento clássico como a selecção de mutantes obtidos de forma espontânea.

Estiveram presentes, no evento, docentes universitários, investigadores, técnicos de distintos Departamentos Ministeriais (Ensino Superior, Ciência Tecnologia e Inovação; Agricultura; Energia e Águas) instituições privadas especializadas no melhoramento genético e multiplicação de clones como o Viveiro Afroplant.

O prelector foi o Professor Doutor Rodrigo da Rocha Latado, especialista em melhoramento genético do Instituto Agronómico de Campinas (Brasil) e da Agência Internacional de Energia Atómica. 

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Angola na Sessão Anual da Comissão das Nações Unidas para Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, em Genebra, Suíça

 

NOTA DE IMPRENSA

ANGOLA NA SESSÃO ANUAL DA COMISSÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO, EM GENEBRA, SUÍÇA

 

A Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, participa desde hoje (Segunda-feira), em Genebra, na 22ª sessão anual da Comissão das Nações Unidas para Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (CSTD), para analisar as oportunidades e desafios resultantes de descobertas científicas para o desenvolvimento sustentável.

Durante a abertura da sessão anual, a Ministra Maria do Rosário Bragança Sambo, que se faz acompanhar da representante de Angola em Genebra e demais organizações internacionais, Margarida Izata, considerou o encontro bastante positivo, por constituir uma soberana oportunidade de intercâmbio e troca de experiência entre os distintos países, através de uma discussão de alto nível de temas que convergem para a melhor implementação da Agenda 2030.  

O evento que se prolongará até ao dia 17 do corrente mês, conta com a realização de um diálogo entre eminentes cientistas que analisam o papel da ciência, tecnologia e inovação para a construção de resiliência das comunidades e uma mesa redonda para discutir o impacto do rápido crescimento tecnológico para o desenvolvimento sustentável.

No entender da Ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Angola tem ainda como desafios superar as assimetrias que desfavorecem as regiões do Leste e do Sul, vencer o analfabetismo, atingir a taxa de escolarização básica de 100 por cento, bem como reforçar a educação básica e de nível médio na formação em domínios de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

No campo da segurança alimentar, disse que embora ainda existam desafios, a convergência da investigação científica em biologia vegetal com tecnologias para melhoria direccionada de certas características pode contribuir para produzir variedades de muitas culturas de melhor qualidade, para aumentar a produtividade e a resiliência das culturas às mudanças climáticas.

Em Angola, o Centro de Recursos Fitogenéticos da Universidade “Agostinho Neto” é, na opinião da Ministra Maria do Rosário Bragança Sambo, a instituição de investigação e desenvolvimento que trabalha com os agricultores, colhendo variedades de sementes para estudos de melhoramento genético. 

Todavia, os avanços na investigação dependem ainda de um significativo investimento em biotecnologia e em capacitação humana que terá de ser feito, esclareceu.

O programa desta 22ª sessão anual da Comissão das Nações Unidas para Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (CSTD), reserva uma excursão dos Ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação à Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), para visitar o maior laboratório de física de partículas do mundo. 

 

Serviços de Imprensa da Missão Permanente da República de Angola Junto das Nações Unidas em Genebra, aos 13 de Maio de 2019. 

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